terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Um dos capítulos do livro The Mortal Instruments 4 City of Fallen Angels da autora Cassandra Clare...



 Obs.:Eu ACHO que esse é o 2° capítulo,que a Cassandra Clare disse que ia estar incluído nos volumes de capa dura(hard cover) de City Of Glass...Se lembram que no Sneak Peak dizia que o 2° capítulo de C.O.F.A. ia ser no ponto de vista da Clary!?
Boa Leitura!

.............................................................................

“Então, você se divertiu com Isabelle hoje à noite? Clary, seu telefone enfiado contra sua orelha, se manobrando cuidadosamente de uma longa barra para outra. As barras foram colocadas a vinte pés *acima nas vigas do sótão do Instituto, onde a sala de treinamento era localizada. Andar nas barras significava te ensinar como se equilibrar, Clary as odiava. Seu medo de altura fez o negócio todo doentio, apesar do cabo flexível amarrado ao redor de sua cintura, que era supostamente para manter ela longe de bater no chão se ela caísse. “Você já contou a ela sobre Maia?”

N/T: 20 pés é quase sete metros de altura

Simon fez um fraco ruído evasivo, que Clary sabia significar “não”. Ela podia ouvir a música ao fundo, ela podia imaginá-lo deitado em sua cama, o aparelho de som tocando suavemente enquanto ele falava com ela. Ele soava cansado, aquele tipo de cansaço profundo que ela sabia que significava que seu tom leve não refletia seu estado de humor. Ela tinha perguntado se ele estava bem várias vezes no começo da conversa, mas ele tinha afastado sua preocupação.

Ela bufou. “Você está brincando com fogo, Simon. Eu espero que você saiba disso.”

“Eu não sei. Você realmente acha que isso é grande coisa” Simon soou melancólico. “Eu não tive uma única conversa com Isabelle – ou Maia – sobre namorar exclusivamente.” 

“Me deixe dizer algo sobre garotas,” Clary se sentou sobre a viga, deixando suas pernas balançarem no ar. As janelas em meia-lua do sótão estavam abertas, e o ar frio se derramava, resfriando sua pele suada. Ela sempre pensou que os Caçadores de Sombras treinavam em seus flexíveis trajes como couro, como isso provou, que foi para o último treinamento, que envolvia armas. Para o tipo de treinamento que ela estava fazendo – exercícios que significavam aumentar sua flexibilidade, velocidade, e senso de equilíbrio – ela vestiu uma camiseta leve e calças de cordão que lembrava a ela uniformes de medicina. “Mesmo se você não teve a conversa da exclusividade, elas ainda vão estar bravas se descobrirem que você está saindo com alguém que elas conhecem, e você não mencionou isso. É uma regra de namoro.”

“Bom, como era para eu saber dessa regra?”

“Todo mundo conhece essa regra.”

“Eu pensei que você deveria estar do meu lado.”

“Eu estou do seu lado!”

“Então por que você não está sendo mais compreensiva?”

Clary trocou o telefone para sua outra orelha e espreitou nas sombras abaixo dela. Onde Jace estava? Ele tinha ido pegar outra corda e dito que ele estaria de volta em cinco minutos. É claro, se ele a pegasse ao telefone aqui em cima, ele provavelmente a mataria de qualquer modo. Ele raramente era responsável pelo treinamento dela – que era normalmente Maryse, Robert, ou vários outros membros da Conclave de Nova York tomando o lugar até que um substituto para o tutor anterior do Instituto, pudesse ser encontrado – mas quando era ele, ele tomava isso seriamente. “Por que” ela disse.”seus problemas não são problemas de verdade. Você está saindo com duas garotas bonitas de uma vez. Pense nisso. É como...problemas de estrelas do rock.

“Ter problemas de estrelas do rock pode ser o mais perto que vou chegar de ser uma estrela de rock de verdade.”

“Ninguém mandou você chamar sua banda de Salacious Mold*, meu amigo.” 

 N/T: Salacious Mold – algo que pode ser traduzido como Molde Lascivo ou Forma Obscena.

“Nós somos agora Millenium Lint*,” Simon protestou.

N/T: Millenium Lint – Pode ser Fiapos do Milênio, Retalhos do Milênio.

Clary encolheu os ombros. “Olha, só pense nisso antes do casamento. Se ambas pensam que elas vão com você e descobrirem no casamento que você está namorando com as duas, elas irão matá-lo. “ Ela se levantou. “E então o casamento da minha mãe estará arruinado e ela vai te matar. Então você vai estar morto duas vezes .”

“Eu nunca disse a nenhuma delas que eu estava indo ao casamento com elas!” Simon pareceu em pânico.

“Sim, mas elas estão esperando isso de você. Esse é o porquê você tem um namorado. Então você tem alguém para te levar para as funções chatas.” Clary se moveu para a beira da barra, olhando abaixo para as sombras iluminadas pela pedra enfeitiçada. Havia um velho circulo de treinamento rabiscado a giz no chão; parecia como um alvo. “Além do mais, eu tenho que pular dessa barra agora e possivelmente arremessar para minha horrível morte.Eu falo com você amanhã. “

“Eu tenho ensaio da banda às duas, lembra-se?Eu te vejo lá.”

“Até mais,” Ela desligou e enfiou o telefone em seu sutiã; as leves roupas de treinamento não tinham nenhum bolso, então o que uma garota faz?”

“Então, você está planejando ficar ai a noite toda?” Jace entrou no centro do alvo e olhou acima para ela. Ele estava usando um traje de combate, não roupas de treinamento com Clary estava, e seu cabelo loiro se sobressaia assustadoramente contra o negro. Ele tinha escurecido levemente desde o fim do verão e era mais um dourado escuro do que claro, que , Clary pensou, combinava com ele ainda mais. Isso fez ela absurdamente feliz, que ela agora tinha o conhecido mais, o suficiente para notar as pequenas mudanças em sua aparência. 

“Eu pensei que você viria aqui em cima.” Ela chamou. “Mudança de planos?”

“Longa história.” Ele sorriu para ela. “Então? Você quer praticar arremessos?”

Clary suspirou. Praticar arremessos envolvia se arremessar para fora da barra, para o espaço vazio, e utilizando o cabo flexível para segurá-la, enquanto ela se precipitava das paredes e se lançava acima e abaixo, ensinando a si mesma a girar, chutar, e mergulhar sem se preocupar com pisos duros e contusões. Ela tinha visto Jace fazer isso e ele parecia como um anjo caindo enquanto ele o fazia, voando através do ar, movimentando-se rapidamente e girando com bela graça dançarina. Ela, por outro lado, se curvava como um saco de batatas tão logo o chão se aproximava, e o fato que ela intelectualmente sabia que não estava indo acertá-lo não parecia fazer nenhuma diferença.

Ela estava começando a se perguntar se não importava que ela tivesse nascido uma Caçadora de Sombras; talvez fosse tarde demais para ela ser feita um, ou pelo menos um totalmente funcional. Ou talvez o dom que fazia ela e Jace o que eles eram, tinham sido de algum modo distribuído desigualmente entre eles, então ele tinha recebido toda a graça física, e ela tinha recebido – bem, nem um tanto disso.

“Vamos lá, Clary,” Jace disse.”Pule.”

Ela fechou seus olhos e pulou. Por um momento ela se sentiu pendurada suspensa, livre de tudo – então a gravidade assumiu e ela mergulhou em direção ao chão. Instintivamente ela puxou seus braços e pernas, mantendo seus olhos bem fechados. O cabo puxou firme e ela ricocheteou, voando de volta acima, antes de cair de novo. Enquanto sua velocidade diminuía, ela abriu seus olhos e se descobriu pendurada no fim do cabo, cerca de dois metros acima de Jace. Ele estava sorrindo.

“Legal,” ele disse.” Graciosa como um floco de neve caindo.”

“Eu estava gritando?” ela perguntou, genuinamente curiosa. “Você sabe, no caminho abaixo.”

Ele concordou. “Graças a Deus ninguém está em casa ou eles teriam pensado que eu estava te assassinando” 

“Ha, Você não pode nem mesmo me alcançar.” Ela chutou uma perna e girou preguiçosamente no ar.

Os olhos de Jace brilharam.“ Quer apostar?”

Clary conhecia aquela expressão. “Não, “ela disse, rapidamente.” O que quer você vá fazer - “

Mas ele já tinha feito. Quando Jace se movia rápido, seus movimentos individuais eram quase invisíveis – ela viu a mão dele ir para seu cinto, e então algo piscou no ar. Ela ouviu o som de tecido rasgando enquanto a corda acima de sua cabeça era cortada. Liberta, ela caiu livre, muito surpresa para gritar – diretamente para os braços de Jace. A força o golpeou para trás e eles se deitaram juntos em um dos colchonetes no chão, Clary por cima dele. Ele sorriu para ela.

“Agora,” ele disse. “está muito melhor. Você nem gritou.”

“Eu não tive a chance.” Ela estava sem fôlego, e não só por causa do impacto da queda. Estar deitada em cima de Jace, sentindo seu corpo contra o dela, fazia sua boca ficar seca e seu coração bater mais rápido. Ela tinha pensado que talvez suas reações físicas a ele – as reações deles um com o outro – diminuiriam com a familiaridade, mas não tinha acontecido. Ao contrário, isso tinha ficado pior – ou melhor, ela supôs, dependendo de como você pensava sobre isso.

Ele estava olhando acima para ela com olhos dourados escuros, ela se perguntava se suas cores tinham se intensificado desde seu encontro com Raziel, o Anjo, nas margens do Lago Lyn em Idris. Ela não podia perguntar a ninguém: Embora todos soubessem que Valentine tinha invocado o Anjo, ninguém além de Clary e Jace sabiam que Valentine tinha apunhalado Jace através do coração, como parte da cerimônia de invocação, e que Raziel tinha trazido ele de volta da morte. Eles tinham concordado em nunca dizer a ninguém que Jace tinha morrido, mesmo por um breve período. Era o segredo deles. 

Ele se aproximou e empurrou o cabelo dela para trás de seu rosto. “Estou brincando,” ele disse. “Você não é tão má. Você vai conseguir. Você devia ter visto os primeiro arremessos que Alec fez. Eu lembro que ele se chutou na cabeça uma vez.”

“Claro,” Clary disse. “Mas ele tinha provavelmente onze anos. “ Ela olhou para ele.” Acho que você sempre foi impressionante nessas coisas.”

“Eu nasci impressionante. “Ele acariciou sua bochecha com as pontas de seus dedos, levemente o suficiente para fazê-la estremecer. Ela nada disse; ele estava brincando, mas em um sentido, isso era verdade, Jace tinha nascido para ser o que ele era. “Quanto tempo você vai ficar hoje a noite?”

Ela sorriu um pouco.” Nós terminamos com o treinamento?”

“Eu gostaria de pensar que nós terminamos com a parte da noite onde isso é absolutamente necessário.” Ele estendeu a mão para puxá-la para baixo, mas no momento a porta se abriu, e Isabelle veio se aproximando, os saltos altos de suas botas estalando no chão de madeira polida.

Captando a visão de Jace e Clary deitados sobre o chão, ela levantou suas sobrancelhas. “Se acariciando, pelo que vejo. Eu pensei que era para vocês estarem treinando?

“Ninguém disse que você tinha que entrar sem bater, Iz.” Jace não se moveu, só virou sua cabeça para o lado para olhar para Isabelle com um misto de aborrecimento e afeição. Clary, entretanto, lutava com seus pés, alisando suas roupas amassadas.

“Essa é a sala de treinamento. É um lugar público.” Isabelle estava tirando suas luvas, que eram de veludo vermelho brilhante. “ Eu consegui essas no Trash e Vaudeville. Promoção. Você não ama? Você não quer ter um par?” Ela meneou seus dedos na direção deles.

“Eu não sei,” Jace disse. “Eu acho que elas não combinam com meu traje.”

Isabelle fez uma careta para ele. “Você ouviu sobre o Caçador de Sombras morto que eles descobriram no centro da cidade? O corpo estava todo mutilado, então eles não sabem quem é ainda. Eu presumo que é onde mamãe e papai foram.” 

“Sim,” Jace disse, se sentando. “Eu corri até eles na saída.”

“Você não me disse isso,” Clary disse.” Esse é o por que você demorou tanto conseguindo corda?”

Ele concordou. “Desculpe. Eu não queria que você se assustasse.”

“Ele quer dizer,,” Isabelle disse.” que ele não queria estragar o clima romântico.” Ela mordeu seu lábio.” Só espero que não seja ninguém que conhecemos.”

“Eu não acho que possa ter sido. O corpo estava no rio – estado lá há vários dias. Se tivesse sido alguém que nós conhecêssemos, nós teríamos percebido que ele estava faltando. “Jace empurrou seu cabelo para trás de suas orelhas. Ele estava olhando para Isabelle com um pouco de impaciência. Clary pensou, como se ele estivesse chateado por ela ter trazido isso a tona. Ela desejou que ele tivesse dito a ela mais cedo, mesmo que isso estragaria o clima. Muito do que ele fazia, que todos eles faziam, Clary sabia, os trazia em freqüência em contato com a realidade da morte. Todos os Lightwoods estavam, em seus próprios modos, ainda enlutados pela perda de seu jovem menino, Max, que tinha morrido simplesmente por estar no lugar errado e na hora errada. Ainda assim Jace se esquivava de discutir os perigos de uma vida de Caçador de Sombras com ela. Era estranho –e ele nunca tinha sido superprotetor antes.

“Eu vou me vestir,” ela anunciou, e seguiu para a porta que dava para um pequeno vestiário anexado a área de treinamento. Ele era muito simples: paredes de madeira clara, um espelho, um chuveiro, e ganchos para as roupas. Toalhas eram empilhadas ordenadamente no banco de madeira ao lado da porta . Clary tomou banho rapidamente e colocou suas roupas diárias – meia calça, botas, saia jeans e o novo suéter rosa. Olhando para si mesmo no espelho, ela viu o que havia um buraco na manga do suéter, e seu úmido e ondulado cabelo ruivo era um emaranhado desordenado. Ela nunca pareceria perfeitamente preparada como Isabelle sempre fazia, mas Jace parecia não se importar. 

No momento em que ela voltou a sala de treinamento, Isabelle e Jace tinham deixado o tópico de Caçadores de Sombras mortos para trás e mudado para algo que Jace, aparentemente, descobriu ainda mais assustador: o encontro de Isabelle com Simon. “Eu não acredito que ele levou você a um restaurante de verdade,” Jace estava de pé agora, empurrando os colchonetes e equipamentos de treinamento, enquanto Isabelle se inclinava contra a parede e brincava com suas novas luvas. “Pensei que a idéia dele de um encontro seria fazer você assisti-lo jogar Word of Warcraft com seus amigos nerds.”

“Eu,” Clary apontou, “sou uma dos amigos nerds dele, obrigada.”

Jace sorriu para ela.

“Nâo era realmente um restaurante. Ea mais para um vagão restaurante. Com sopa rosa que ele queria que eu tentasse,” Isabelle disse pensativamente.” Ele foi muito doce.”

Clary sentiu-se instantaneamente culpada por não dizer a ela sobre Maia.” Então vocês se divertiram?”

O olhar de Isabelle flutuou sobre ela. Havia uma peculiar propriedade na expressão de Isabelle, como se ela estivesse escondendo algo, mas se foi antes que Clary pudesse ter certeza se tinha estado lá.

“Claro, foi legal,” Isabelle disse.”Mas ele é muito doce. Isso pode ser chato.” Ela enfiou suas luvas em seus bolsos. “Além do mais, não é uma coisa permanente. É só por diversão por agora.”

A culpa de Clary esvaiu-se. “ Vocês já falaram, você sabe, namorar com exclusividade?”

Isabelle pareceu horrorizada. “É claro que não.” Ela em seguida bocejou, esticando seus braços como um gato por sobre sua cabeça. “Ok,para cama. Vejo vocês depois, casalzinho*.”

N/T: Lovebirds: espécie de periquito, mas em gíria significa casal apaixonado.

Ela partiu deixando uma nuvem nebulosa de perfume de jasmim em seu rastro.

Jace olhou para Clary.Ele tinha começado a desafivelar seu traje, que se fechava nos pulsos e costas, formando um escudo protetor sobre suas roupas. “Suponho que você tem que ir para casa?” 

Clary concordou relutantemente. Conseguir que sua mãe concordasse em deixar ela prosseguir no treinamento de Caçador de Sombras tinha sido uma longa e desagradável discussão em primeiro lugar. Jocelyn tinha batido o pé, dizendo que ela tinha gastado sua vida tentando manter Clary fora da cultura de Caçador de Sombras, que ela via como perigosa – não apenas violenta, ela argumentou, mas separatista e cruel. Clary argumentou que as coisas tinham mudado desde que Jocelyn tinha sido uma garota, e de qualquer modo, Clary precisava saber como defender a si mesma.

“ Eu espero que isso não seja só por causa de Jace,” Jocelyn tinha dito, finalmente. “Eu sei que quando você esta apaixonado por alguém, você quer estar onde eles estão e fazer o que eles fazem, mas Clary –“

“Eu não sou você,” Clary tinha dito, lutando para controlar sua raiva.”os Caçadores de Sombras não são o Ciclo, e Jace não é Valentine.”

“Eu não disse nada sobre Valentine.”

“É o que você estava pensando,” Clary disse. “Talvez Valentine criou Jace, mas ele não é nada como ele.”

“B em, eu espero que não,” Jocelyn tinha dito suavemente.” Pelo bem de todos nós.”

Eventualmente, ela tinha cedido, mas com algumas regras: Clary não ia morar no Instituto, mas com Luke e sua mãe; Jocelyn receberia relatórios de progresso semanais de Maryse para lhe assegurar que Clary estava aprendendo e não só, Clary supôs, provocando Jace o dia todo, ou o que quer que ela estivesse preocupada. E Clary não ia passar a noite no Instituto – nunca. “Nada de pernoitar onde seu namorado mora,” Jocelyn disse com firmeza. “Eu não me importo se é o Instituto. Não.”

Namorado. Era ainda um choque, ouvir a palavra. Por tanto tempo isso tinha sido uma total impossibilidade, que Jace sequer seria seu namorado, que eles poderiam ser um ao outro nada além de irmão e irmã, e isso era muito difícil e horrível de se encarar – nunca ver um ao outro de novo, eles tinham decidido, seria melhor que aquilo, e que seria como morrer. 

. E em seguida, por um milagre, eles tinham ficado livres. Agora tinham sido seis semanas, mas Clary ainda nunca estava cansada da palavra.

“Eu tenho que ir para casa,” ela disse.” É quase onze e minha mãe enlouquece se eu fico aqui depois das dez.”

“Tudo bem,” Jace soltou seu traje, ou pelo menos a parte de cima dele sobre o banco. Ele vestia uma camiseta fina por baixo; Clary pode ver suas marcas através dela, como tinta sangrando através de papel molhado. “Eu te acompanharei.”

O Instituto estava silencioso enquanto eles caminhavam através dele. Não haviam Caçadores de Sombras vindos de outras cidades ficando agora, e com Hodge e Max que se foram para sempre, e Alec com Magnus, Clary sentia como se os Lightwoods remanescentes fossem como convidados em um hotel quase vazio. Ela desejou que os outros membros da Conclave viessem mais frequentemente, mas ela supôs que todos estavam dando aos Lightwoods tempo neste momento. Tempo para se lembrar de Max, e tempo para esquecer.

“Então, você ouviu algo sobre Alec e Magnus ultimamente?” ela perguntou. “Eles estão se divertindo?”

“Parece que sim,” Jace pegou seu telefone em seu bolso e estendeu para ela. ”Alec continua me mandando fotos chatas. Um monte de textos como “Eu queria que você estivesse aqui, exceto que não de verdade.”

“Bem, você não pode culpá-lo. Era para ser umas férias românticas.” Ela movimentou através das fotos no telefone de Jace e riu. Alec e Magnus em pé em frente a Torre Eiffel, Alec vestindo jeans como sempre e Magnus vestindo um casaco de pescador listrado, calças de couro, e uma boina maluca. Nos jardins Boboli*, Alec ainda estava usando jeans, e Magnus estava usando um enorme manto veneziano e um quepe de gondoleiro. Ele parecia como o Fantasma da Ópera, em frente ao Prado, ele estava usando um cintilante casaco de toureiro e botas de plataforma, enquanto Alec aparecia calmamente alimentando um pombo ao fundo. 

N/T: Boboli Gardens – Fica na Itália.

“Eu vou tirar isso de você antes que você chegue a parte da India,” Jace disse, recuperando seu telefone. ‘Magnus em um sári. Algumas coisas você nunca se esquece.”

Clary riu. Eles tinham alcançado o elevador que abriu seu portão rangendo, quando Jace empurrou o botão de chamar. Ela entrou e Jace a seguiu. No momento que o elevador começou a descer – Clary achou que ela nunca se acostumaria ao recuar inicial antes que começasse a descer – ele se moveu em direção a Clary na escuridão, e puxou ela para mais perto. Ela colocou suas mãos contra o peito dele, sentindo os músculos fortes debaixo de sua camiseta , a batida de seu coração embaixo dela. Na luz sombreada, os olhos dele brilharam. “Lamento que eu não possa ficar,” ela sussurou.

“Não se desculpe,” Havia um tom irregular em suas palavras que a surpreendeu. “Jocelyn não quer que você se torne como eu. Eu não a culpo por isso.”
“Jace,” ela disse, um pouco perplexa pela amargura em sua voz,” você está bem?”

Ao invés de responder, ela a beijou, puxando ela firme contra ele. Seu corpo pressionou o dela contra a parede, o metal do espelho frio contra suas costas, as mãos dele deslizaram ao redor de sua cintura. Ela sempre amava o modo que ele a segurava. Cuidadoso, mas também não muito gentil, não tão delicado, que ela sempre sentia que ele estava mais sob controle do que ela estava. Nenhum dos dois podiam controlar como eles se sentiam um sobre o outro e ela gostava disso, gostava do modo como o coração dele martelava contra o dela, gostava do modo que ele murmurava contra sua boca quando ela o beijava de volta.

O elevador veio em uma parada ruidosa e a grade abriu. Além dela, ela podia ver a nave vazia da catedral, pedra enfeitiçadas alumiando em um fila de candelabros no corredor central. Ela se agarrou a Jason, feliz por que havia pouca luz no elevador então ela não podia ver seu próprio rosto queimando no espelho.

“Talvez eu possa ficar,” ela sussurrou. “Só mais um pouco.” 
Ele não disse nada. Ela podia sentir a tensão nele, e ela mesma se enrijecer – era mais do que apenas a tensão do desejo. Ele estava tremendo, seu corpo inteiro tremendo enquanto ele enterrava seu rosto na dobra de seu pescoço.

“Jace,” ela disse.

Ele então a soltou, subitamente, e deu um passo para trás. Suas bochechas estavam coradas, seus olhos febrilmente brilhantes. “Não,” ele disse. “Eu não quero dar a sua mãe nenhum motivo para não gostar de mim. Havia um tom em sua voz. “Ela já pensa que eu sou a segunda vinda de meu pai –“

Ele se interrompeu, antes que Clary pudesse dizer : Valentine não era seu pai. . Ele era geralmente muito cuidadoso ao se referir a Valentine Morgenstern pelo nome, nunca como meu pai – quando ele mencionava Valentine. Geralmente eles se afastavam-se do tópico., e Clary nunca tinha admitido a Jace que sua mãe se preocupava que ele fosse secretamente como Valentine, sabendo que até mesmo a sugestão o machucaria bastante. Na maioria das vezes ela fazia tudo que podia para manter os dois separados.

Ele se afastou antes que ela pudesse dizer alguma coisa, e puxou aberta a grade do elevador. “Eu te amo, Clary,” ele disse, sem olhar para ela. Ele estava olhando para dentro da igreja, para as fileiras de velas iluminadas, seus reflexos dourados refletidos em seus olhos. “Mais do que eu jamais –“ Ele se interrompeu.” Deus. Mas do que eu provavelmente deveria. Você sabe disso, não é?” 

Ela saiu do elevador e se virou para encará-lo. Havia uma centena de coisas que ela queria dizer, mas ele já estava olhando para longe dela, empurrando o botão que traria o elevador de volta ao piso do Instituto. Ela começou a protestar, mas o elevador já estava se movendo, as portas fechando atrás, enquanto ele chacoalhava seu caminho de volta acima. Elas fecharam com um clique e ela olhou para elas por um momento; o Anjo estava pintado na superfície dele, asas estendidas, olhos elevados. O Anjo estava pintado sobre tudo.

Sua voz ecoou dissonantemente no salão vazio quando ela falou.

“Eu te amo também,” ela disse.

................................................................................

 Fonte:Comunidade Traduções de Digitalizações

Lançamento em abril de 2011...


Comentem!
XOXO
M's

5 comentários:

Vivian disse...

Olá Melissa!!

Eu gostei muito desta série!!E estou louca para ler a continuação!
Será que vai demorar muito, para traduzir tudo?
Vou esperar...
Beijos!!

Princess Thais disse...

Amo essa série!
Obrigada por conseguir esse capítulo pra gente!
Voce é a melhor!!
Beijos

Melissa's disse...

Oi Vivian

Me desculpe,eu esqueci de colocar a data de lançamento(agora coloquei),ele vai ser lançado em Abril desse ano.Quando traduzirem esse livro maravilhoso posto ele aqui ❀

Oi Thais
Obrigada,também amo TMI.

Bjs
Mel

Anônimo disse...

oi melissa...

estou em pulagas para ler o 4 livro da serie.
sera que a traduçao ainda demora??

beijo

Melissa's disse...

Oi, eu acho que demora sim,quando eu o tiver aviso à vcs ✯

Bjs
Mel

Related Posts with Thumbnails

De onde são meus visitantes:

free counters